quarta-feira, 26 de agosto de 2009

UMA DAS PRINCIPAIS DOUTRINAS DA BÍBLIA!



“Porque na verdade João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (AT 1.5)

Uma das doutrinas principais das Escrituras é o batismo no Espírito Santo. A respeito do batismo no Espírito Santo a Palavra de Deus ensina o seguinte:

O batismo no Espírito é para todos que professam sua fé em Cristo; que nasceram de novo, e, assim, receberam o Espírito Santo para neles habitar, isto é foram “regenerados pelo Espírito”.

Um dos alvos principais de Cristo em sua missão terrena foi batizar seu povo no Espírito:

“E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas näo sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo” (Mt 3.11)

“Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo” (Mc 1.8)

“Respondeu Joäo a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual näo sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Lc 3.16)

“E eu näo o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo” (Jo 1.33)

Ele ordenou aos discípulos não começarem a testemunhar até que fossem batizados no Espírito Santo e revestido do poder do alto:

“E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24.49)

“E, estando com eles, determinou-lhes que näo se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes. Porque, na verdade, Joäo batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, näo muito depois destes dias... Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” (At 1. 4,5,8)

O batismo no Espírito Santo é uma obra distinta e à parte da regeneração, também por ele efetuada. Assim como a obra santificadora do Espírito é distinta e completiva em relação à obra regeneradora do mesmo Espírito, assim também o batismo no Espírito complementa a obra regeneradora e santificadora do Espírito. No mesmo dia em que Jesus ressuscitou, Ele assoprou sobre seus discípulos e disse: “Recebei o Espírito Santo”.

“E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo” (Jo 20.22)

indicando que a regeneração e a nova vida estavam-lhes sendo concedidas. Depois, Ele lhes disse que também deviam ser “revestidos de poder” pelo Espírito Santo,

"E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder" (Lc 24.49)

“E, estando com eles, determinou-lhes que näo se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes. Porque, na verdade, Joäo batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, näo muito depois destes dias... Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” (At 1. 4,5,8).

Portanto, este batismo é uma experiência subseqüente à regeneração.

Fonte BEP

sábado, 18 de julho de 2009

A IGREJA CATÓLICA AMALDIÇOA SEUS PAPAS, NESSA CONDIÇÃO ESTÃO MUITOS PASTORES! 2


POLÍTICA ECONÔMICA GLOBAL; O PAPA E O ANTICRISTO:


Um globalismo cristianizado?

Olavo de Carvalho
Em qualquer texto doutrinário que vise a influenciar de algum modo a vida política, é preciso distinguir três níveis: (1) os princípios morais e políticos gerais proclamados ou implícitos; (2) a análise da situação concreta, e (3) as ações sugeridas ou apoiadas.
No primeiro nível, a Encíclica Caritas in Veritate proclama a necessidade de fundar toda política social na caridade, e esta na verdade: “Só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida. A verdade é a luz que dá sentido e valor à caridade.” No segundo nível, oferece um diagnóstico totalmente falso das causas da presente crise econômica. No terceiro, sugere como remédio aos males da economia atual a intensificação e ampliação das mesmas causas que os determinaram. Por mais que eu respeite a pessoa do Papa e a santidade do seu ofício, não posso ver aí verdade nenhuma, nem portanto caridade, exceto se por esta palavra entendermos as boas intenções ineficazes que a própria Encíclica condena.



Desde logo, Bento XVI apresenta como causa fundamental dos problemas atuais a desregulamentação da economia e a redução das redes de segurança social, que trazem “grave perigo para os direitos dos trabalhadores, os direitos fundamentais do homem e a solidariedade atuada nas formas tradicionais do Estado social.” Precisamente ao contrário, a ampliação desmesurada da previdência social — quase sempre forçada por meio dos mesmos argumentos agora usados por S. Santidade — foi que causou a falência do sistema bancário e, portanto, dos Estados que nele se apóiam. É verdade que “os sistemas de segurança social podem perder a capacidade de desempenhar a sua função”, mas não porque o mercado foi desregulamentado e sim porque lhes falta dinheiro para atender às exigências crescentes de ONGs ativistas, “movimentos sociais” e organismos internacionais, inclusive em favor da imigração ilegal.
Quando Bento XVI oferece como solução para a crise econômica o aumento do poder regulador desses organismos, ele esquece que esse poder já veio crescendo, nas últimas décadas, ao ponto de impor a muitos países obrigações sociais que sua economia não suporta.
Por outro lado, é claro que muito do falatório liberal em favor da “abertura dos mercados” não veio de nenhum amor sincero ao liberalismo econômico, mas como expediente maquiavélico para debilitar os Estados nacionais e transferir sua soberania a organismos globais controladores, de modo que tanto as vantagens quanto as desvantagens daquela abertura concorressem igualmente para o acréscimo do poder da elite globalista.

Os beatos de sempre vão assegurar-nos, é claro, que a nova Encíclica não é um manifesto de apoio ao governo global. O texto mesmo dá-lhes o desmentido formal: “Para sanar as economias atingidas pela crise, ... urge a presença de uma verdadeira Autoridade política mundial” investida de “poder efetivo”. Como modelo dessa autoridade, S. Santidade sugere... o Estatuto das Nações Unidas! Publicada com poucos dias de antecedência da nova reunião dos líderes do G-8, que já proclamam a necessidade de adotar em escala mundial uma política de “estímulos” como a implantada pelo presidente Barack Obama nos EUA, qual outro efeito real pode ter essa Encíclica senão o de um incentivo legitimador a que esses indivíduos façam precisamente o que querem fazer? Se, enquanto isso, o desemprego que Obama prometia eliminar cresce a olhos vistos, levando o próprio vice-presidente Joe Biden a confessar que a política alegadamente salvadora se baseou numa interpretação errada da economia, isso não impede S. Santidade de endossar como certa essa mesma interpretação errada e de sugerir que a solução fracassada seja ampliada em escala mundial.

A obstinação dos altos círculos católicos na idolatria do “controle global” não vem de hoje. Como o próprio Bento XVI reconhece, “depois da queda dos sistemas econômicos e políticos dos países comunistas da Europa Oriental,... na seqüência dos acontecimentos do ano 1989, o Pontífice (João Paulo II) pediu que o fim dos ‘blocos’ fosse seguido por uma nova planificação global do desenvolvimento, não só em tais países, mas também no Ocidente.” Ou seja, do fracasso total do maior experimento de economia planificada já tentado neste mundo, João Paulo II concluía que era preciso mais planificação ainda, e de dimensões globais.

Não se trata, aqui, de fazer a apologia abstrata da liberdade de mercado. É verdade que a modéstia na intervenção estatal coincide universalmente com a prosperidade (o Índice de Liberdade Econômica do Hudson Institute prova isso ano após ano), mas, como já tenho explicado dezenas de vezes, em geral essa liberdade vem hoje articulada a um projeto político que só a expande em escala local para melhor estrangulá-la no plano mundial.
Nenhuma referência a essa maliciosa articulação de estratégias se vê na Encíclica de Bento XVI. Reconhecendo embora o poder criativo do livre mercado, o Papa não só faz a apologia do maior controle burocrático, mas sugere que dele participem as entidades da “sociedade civil”, como se não tivesse sido justamente a pressão dessas entidades – quase sempre apoiadas num discurso enganosamente cristão e subsidiadas pela elite globalista – que levou à destruição do sistema bancário.
Se, em aparente compensação, Bento XVI exorta os planificadores globais a orientar suas ações num sentido cristão, ele não fornece nem a mais mínima sugestão prática de como realizar essa cristianização do globalismo.
A proclamação dos valores cristãos paira no céu das generalidades abstratas, enquanto, no plano da ação prática, só o que se sugere é a ampliação dos controles globais. Sem conexão com as medidas efetivas sugeridas, o apelo à verdade e à caridade funciona, nesse documento, tão-somente como um adorno retórico, embelezando um programa político que não tem com ele a menor conexão lógica e que oferece, como solução do mal, a ampliação das causas que o geraram. Os líderes do G-8 estão livres para brandir a Encíclica Caritas in Veritate como um poderoso argumento em favor de políticas que já haviam escolhido de antemão.

Para piorar formidavelmente as coisas, é público e notório que o poder globalista em expansão, longe de se inspirar no que quer que seja de genuinamente cristão, tem como um de seus objetivos professos — intimamente associado às suas políticas econômicas — a implantação de uma religião universal biônica, na qual a Igreja Católica, expurgada de seus elementos tradicionalistas, se integre como um instrumento dócil da maior farsa espiritual já tentada no universo (v. documentação cabal em Lee Penn, False Dawn. The United Religions Initiative, Globalism and the Quest for a One-World Religion, Hillsdale, NY, Sophia Perennis, 2004).
Ao longo do texto, Bento XVI esperneia, aqui e ali, contra o relativismo e a descristianização, como se estes males viessem do ar e não do mesmo establishment globalista cujo poder ele procura expandir.

O dilema em que esse documento coloca os católicos é temível: deverão eles, por obediência ao Papa, colaborar com o fortalecimento do mesmo poder global que os estrangula e vai tornando inviável o exercício público da sua fé, ou, ao contrário, devem voltar-se contra o Sumo Pontífice, aprofundar ainda mais a divisão na Igreja e dar munição à campanha mundial anticatólica? Qualquer das duas alternativas é inaceitável.
Enquanto os conservadores e cristãos não aprenderem que não é possível fazer face ao inimigo simplesmente “tomando posição” contra ou a favor disto ou daquilo, não haverá esperança para a humanidade senão a de adaptar-se servilmente a controles globais cada vez mais opressivos e anticristãos. A estratégia do inimigo não é linear: ela é dialética. Ela articula forças contrárias, fazendo-as trabalhar pelo sucesso da síntese global.
O que é preciso não é combater propostas isoladas — favorecendo na esfera cultural o que se abomina na da política, ou cedendo na economia aquilo que se pretende defender na esfera cultural —, mas compreender a lógica total do “sistema do Anticristo” e oferecer-lhe resistência integral, tão articulada quanto a estratégia de que ele se serve.

A rejeição categórica do diagnóstico econômico e das soluções propostas pelo Papa Bento XVI deve, portanto, vir junto com o apoio mais decidido aos valores gerais que ele proclama. E a melhor maneira de fazer isto é mostrar que esses valores vão no sentido precisamente oposto ao dos remédios que ele propõe.
Fonte: Diário do Comércio, 10 de julho de 2009Divulgação: http://www.juliosevero.com/

sábado, 11 de julho de 2009

A IGREJA CATÓLICA AMALDIÇOA SEUS PAPAS, NESSA CONDIÇÃO ESTÃO MUITOS PASTORES!



"O papa pode fazer e desfazer leis para toda a Igreja: sua autoridade é suprema e inquestionável. Cada bispo, cada sacerdote, cada membro da Igreja está subordinado a ele... devemos obedecê-lo como Cristo mandou que todos obedecessem a Pedro." [NA: Não existe essa ordem nas Escrituras].

"Confessamos que qualquer coisa nova que o papa de Roma possa ter instituído, seja nas Escrituras, ou fora das Escrituras, é verdadeira, divina e salvífica; e, portanto, deve ser vista como sendo de mais alto valor pelos leigos que os preceitos do Deus vivo... Confessamos que o papa tem o poder de alterar as Escrituras, seja aumentando-as ou diminuindo-as, de acordo com a sua vontade... Confessamos que a Santa Escritura é imperfeita e letra morta até que seja explicada pelo supremo pontífice e liberada por ele para ser lida pelos leigos."


"Toda palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele. Nada acresentes às suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso" (Provérbios 30:5-6),

"Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que eu vos mando... Tudo que eu te ordeno observarás; nada lhe acrescentarás nem diminuirás." (Deuteronômio 4:2, 12:32)

"Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e, se alguém tirar quaisquer palavra do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, que estão escritas neste livro." ( Apocalipse 22:18-19)


ESSE É O ESPÍRITO DO ANTICRISTO!

"O qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus." 2 Tessalonicenses 2:4

MUITOS DOS NOSSOS PASTORES ESTÃO NESSA CONDIÇÃO!
MERCANTILIZAM A FÉ E SE COLOCAM ACIMA DA PALAVRA DE DEUS!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

AGRADECENDO E RECONHECENDO, SÓ ISSO!

No dia 18 de Junho recebi do Teófhilo Noturno, nada menos que três selos, para um neófito é demais! Vejam:




MUNDO GOOSPEL




COMUNIDADES


NANI


então agradeci e pedi paciência para poder encontrar os meus indicados:
  1. CARRO DE FOGO
  2. LOUVOR A DEUS
  3. JÚLIO SEVERO
  4. MARCUS BOEIRA
  5. ZENÓBIO FONSECA
  6. VINACC
  7. APOCALIPSETOTAL
  8. TEOLOGIA PENTECOSTAL
  9. MINISTROS LABAREDAS DE FOGO
  10. DICIONÁRIO GREGO (NT) - PORTUGUÊS

domingo, 28 de junho de 2009

ENTREVISTA COM JÚLIO SEVERO PUBLICADA SÓ PELA METADE?

PROCURA-SE NO BRASIL





















Porque a entrevista dada pelo Júlio Severo para a revista Cristianismo Hoje foi cortada quase que pela metade para ser manipulada?

O que quiseram esconder?

Descubra lendo a entrevista original no blog do Júlio Severo

domingo, 21 de junho de 2009

A MISÉRIA ESPIRITUAL DA NOVA ORDEM

Marcus Boeira

A falta de fé na sociedade moderna ocidental levou a duas situações: de um lado, um desejo materialista de realização plena do sentido da vida a partir dos desejos individuais, tais como poder, riqueza, prazeres do mundo, paixões e etc; de outro, à uma busca do transcendente que não encontra eco no plano racional, vez que fé sem razão não pode ser fé, mas emotivismo passional.

3. Indo ele assentar-se no monte das Oliveiras, achegaram-se os discípulos e, estando a sós com ele, perguntaram-lhe: Quando acontecerá isto? E qual será o sinal de tua volta e do fim do mundo?

4. Respondeu-lhes Jesus: Cuidai que ninguém vos seduza.

5. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu o Cristo. E seduzirão a muitos.

6. Ouvireis falar de guerras e de rumores de guerra. Atenção: que isso não vos perturbe, porque é preciso que isso aconteça.Mas ainda não será o fim.

7. Levantar-se-á nação contra nação, reino contra reino, e haverá fome, peste e grandes desgraças em diversos lugares.

8. Tudo isto será apenas o início das dores.

9. Então sereis entregues aos tormentos, matar-vos-ão e sereis por minha causa objeto de ódio para todas as nações.

10. Muitos sucumbirão, trair-se-ão mutuamente e mutuamente se odiarão.

11. Levantar-se-ão muitos falsos profetas e seduzirão a muitos. (Mateus 24, 3-11)

Parte dos movimentos modernos de massas possuem todos eles um caráter comum que os une em uma histeria gnóstica e revolucionária de inverter a ordem da realidade a partir de seus juízos particulares acerca da existência.

Na verdade, as heresias atuais buscam encontrar um sentido de vida sem a presença viva e real de Deus, o que logicamente acaba por ser acompanhado de um profundo vazio existencial que acaba por ocasionar um aniquilamento da fé no Ser criador e salvador do mundo.

Na verdade, quando a fé no real é relegada à nada, à um âmbito da existência humana que não se mostra presente no dia-dia, o resultado é a ausência de fé e a falta de uma esperança na vida que há de vir para além do próprio corpo.

A falta de fé na sociedade moderna ocidental levou a duas situações: de um lado, um desejo materialista de realização plena do sentido da vida a partir dos desejos individuais, tais como poder, riqueza, prazeres do mundo, paixões e etc; de outro, à uma busca do transcendente que não encontra eco no plano racional, vez que fé sem razão não pode ser fé, mas emotivismo passional.

Uma fé acompanhada da razão implica em prudência e autodomínio em ações permanentes e estáveis (Carta de Paulo aos Gálatas, 5, 22).

Na nova ordem buscada pela modernidade o emotivismo barato substitui a dificuldade de uma vida dedicada à vontade de Deus, e não de si mesmo. A fé em qualquer coisa, sem o conhecimento da revelação do plano transcendente ao plano imanente é uma marca característica do relativismo moderno, tão avesso à tradição e aos valores mais perenes e caros de todas as civilizações.

O recurso de muitas pessoas aos Princípios transcendentes acarreta uma busca de sentido existencial. Porém, tal busca é aniquilada pela ausência de um conhecimento do que está por trás dessa busca.

Assim, vemos as religiões orientais e o new age fazendo sucesso, sem um mínimo de exigência por entendimento da parte daqueles que se alimentam de tais "filosofias" de vida.

Nem mesmos os que se dizem cristãos alimentam-se da Palavra do Deus vivo! Como podem conhecer seu Deus sem conhecer o que Ele diz?

Nesse sentido, o que se observa na sociedade atual é tanto uma revolta contra Deus quanto uma busca pelo transcendente sem critérios que sejam absorvidos no plano concreto da existência.

Em ambos, há erros derivados de heresias gnósticas e de ausência de informação, o que naturalmente leva a um mesmo estado de fato: a ausência completa de Deus e a frustração de uma vida vazia de sentido.

No primeiro caso, o materialismo corta os laços com relação ao transcendente e procura justificar o sentido da vida a partir do próprio plano imanente. Ora, em uma situação dessas, os valores morais e a retidão das virtudes restam sem sentido, pois não há mais a aceitação de que tais coisas possuem uma origem determinada na inteligência eterna do Criador, mas que tais princípios são criados pelo homem na história.

Porém, cabe a pergunta: se fossem criados pelos homens, como aceitaríamos que civilizações inteiras estejam interligadas a partir de religiões? E mais: se os valores fossem criados pelo homem, qual é esse homem que permitiu desde todo sempre que os homens se reunissem em comunidades e desenvolvessem hábitos virtuosos? De onde tal homem teria tirado tais valores morais?

Se o sentido das coisas estivesse nas próprias coisas, suas existências singulares não teriam finalidade alguma, pois a finalidade estaria só na própria coisa e não no fim a que ela almeja.

Do mesmo modo, a vida humana possui uma finalidade que está para além dela mesma, que é justificada por algo que não está somente nela, mas que a transcende e que a fundamenta por dentro e por fora.

Os homens são agentes históricos, mas fundamentados por algo que transcende a história, pois não fosse assim a vida humana seria sem sentido, já que os homens não teriam razão para existir, a não ser para satisfazer seus desejos e vontades!

O materialismo implica na atribuição de um sentido da história a partir da própria história, fazendo dela o juízo de si mesma. Então, se a história tem um fim que se reduz na própria história temporal, não existindo eternidade, seria necessário que os homens almejassem realizar o melhor de suas "idéias" sobre a história no próprio tempo em que vivem.

Homens como Hitler, Stalin, Marx dentre outros buscaram realizar o paraíso perfeito no próprio plano histórico, tirando Deus da jogada e colocando-se como juízes da própria história, como senhores que realizariam um juízo apocalíptico no próprio tempo e que levariam a humanidade coletiva ao estado de paraíso, onde a utopia revolucionária seria imanentizada totalmente (Hans Urs Von Balthasar, Teologia da História, fonte, p. 92).

Na verdade, o materialismo nada mais é senão um desejo do homem de se colocar no papel de deus sobre si mesmo, inicialmente, e depois sobre os outros, por entender que suas idéias são mais iluminadas que a dos outros e que sua mente poderá ser a única saída para um mundo "injusto" e caótico!

Atualmente, movimentos revolucionários como a Teologia da Libertação, dentre outros, procuram utilizar a Igreja de Cristo como "instrumento" para satisfazer seus desejos políticos de levar o proletariado ao estado de perfeição, "matando todos os burgueses" em nome de Deus.

Na verdade, tal situação é gravíssima. O Papa Bento XVI, em uma obra chamada Sal da Terra, em que foi entrevistado por Peter Seewald, chama a atenção para o uso das Igrejas e de religiões para finalidades "mundanas", o qual cita o exemplo da Teologia da Libertação, dizendo o seguinte:

"A idéia fundamental é que o cristianismo também tem de ter efeito na existência terrena do homem. Tem de lhe dar a liberdade de consciência, mas também tem de procurar fazer valer os direitos sociais do homem. Mas quando essa idéia é aproveitada num sentido unilateral, procura, em geral, ver no cristianismo o instrumento de uma transformação política do mundo. A partir desse ponto tomou forma a idéia de que todas as religiões seriam apenas instrumentos para a defesa da liberdade, da paz e da preservação da criação; teriam, pois, de se justificar através de um sucesso político e de um objetivo político" (Papa Bento XVI, Sal da Terra, imago, p. 108).

O comentário do Papa nos chama a atenção em um ponto: o de que movimentos como a TL não aceitam o governo de Deus na história e usam a Igreja para satisfazer suas pretensões ideológicas e políticas, que nada mais são senão idéias que procuram substituir a Deus e estabelecer uma única verdade criada por um homem que deverá ser realizada inteiramente no plano da história. Provocam um ódio contra Deus e um desejo de "libertação" de si mesmo, pois não se aceita a condição humana como se é, mas procura-se fazer o papel de criador de si mesmo; e por sua vez, de criador de uma nova história.

Os arautos da modernidade desejam uma nova ordem mundial, que nada seria senão a mentirosa perspectiva de que a ordem criada por Deus inexiste e que o homem precisa criar uma ordem histórica, perfeita, que não se reduz em uma cultura, mas que exige a amplitude do mundo, como se os paladinos dessa nova ordem buscassem um deus-homem que os salvasse e os governasse com mãos suaves.

Quem vê cara não vê coração! As mãos suaves de um homem são também mãos de criatura pecadora, que pode utilizar suas transgressões a fim de torná-las obrigatórias ao mundo inteiro!

A nova ordem também é um desejo mimético de aportar os próprios pecados para fora de si, jogando a culpa nos outros pelos próprios erros.

O bode expiatório da nova ordem só poderá, assim, ser cada religião em cada cultura, pois a religião é a força civilizatória que constitui a tradição e os valores morais antagonicamente opostos ao estilo moderno de vida. A nova ordem substitui, então, a tradição e as ordens antigas que se apoiavam no mundo espiritual.

A nova ordem irá caminhar para tornar o mundo visível em um "mundo desejoso perfeito", criado pelo homem e avesso aos valores antigos! O que é antigo saiu de moda, não merece a atenção "dos modernos"! o mundo espiritual será o próprio mundo visível, em que cada homem é deus de si mesmo.

Eis as pretensões da nova ordem. a destruição de todas as religiões, em especial o Cristianismo, e a união espiritual em um deus-homem, que representará o salvador do mundo.

Porém, os arautos do new age, por possuírem uma mente que odeia a Deus sobre todas as coisas, não se restringem a aversão sobre tudo o que é tradicional. Também exortam seus fiéis alienados em uma fé sem representação viva do transcendente.

E então caímos no segundo caso de nossa análise.

O segundo caso de nossa abordagem cinge-se a fé sem razão, ou ainda, a busca de sentido sem entendimento do que se está buscando.

Primeiro, como pode se buscar a algo que se desconhece? Como é possível ter fé e esperança em algo que não se conhece e, assim, não se tem certeza?

Nesse sentido, o new age procurará aniquilar todas as religiões e estabelecer uma única religião transcendente, um único deus criado pelo homem e que representaria simbolicamente todas as religiões existentes.

Ora, perguntaria eu: o deus do hinduísmo é o mesmo deus do islã? O deus dos celtas é o mesmo deus dos egípcios? O Deus de Israel é o mesmo deus dos povos indígenas? Como seria possível uma única religião dentre culturas "religiosas" tão distintas? E mais: que tipo de adoração exigiria o deus da nova era?

A nova era mostra ser um movimento ecumenista criado por homens que desejam ardentemente uma paz mundial criada por seus desejos pessoais! Desconsideram os fundamentos sagrados de todas as civilizações e profanam todas as culturas com suas perspectivas agnósticas e materialistas.

De uma certa maneira, o new age tem o mesmo problema encontrado no relativismo moderno: ambos são frutos de uma tentativa do homem de desconsiderar os juízos de Deus a partir de uma fé sem razão! Uma fé sem razão é uma fé morta, assim como uma razão sem fé é irracionalidade, pois acarreta um sentido de vida aniquilador para a própria vida, em suas concupiscências auto-mutilantes.

Na sua epístola, Tiago, apóstolo de Jesus, nos exorta indagando-nos da seguinte maneira: "Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras" (Tg 2, 18). Ainda Paulo, na Carta aos Romanos, diz que "o justo viverá da fé" (Rm 1, 17). Em ambas as passagens, as Sagradas Letras nos demonstram que, embora a salvação venha pela fé, uma fé viva é autêntica se implica em obras, isto é, em uma vida justa, racional, prudente e dedicada ao Criador.

Eis uma autêntica fé! Por isso, sem a razão, a fé não pode ser realizada, assim como a razão, sem a fé, resta em trevas, sem a iluminação divina! (Santo Tomás de Aquino, Suma Teologica, BAC, Tomo VII, questão 4, art. 3).

A nova era (new age) e a Teologia da Libertação são heresias que, embora se manifestem de modos distintos, pertencem ao mesmo gênero: o desejo do homem de mente moderna de encontrar um sentido de vida na própria história, desconsiderando que a finalidade da mesma esteja no além, na eternidade, e colocando o sentido de sua vida nos prazeres do mundo, na riqueza ou no poder!

O homem com a mentalidade moderna busca uma nova ordem contra Deus e contra a tradição porque acredita que se voltando contra o que lhe criou "liberta-se de todos os condicionamentos" que, na verdade, são partes da própria realidade de seu ser.

Ele mesmo crê que pode se tornar "livre" de sua condição de criatura, passando, assim, ao segundo estágio de sua revolta gnóstica: o de ser deus de si mesmo, autocriador, em suma, de criador de uma nova ordem artificial, profana, que rompe com o sagrado e imanentiza o ser em suas complacências.

Eis aí a psicologia egocêntrica de massas dos fiéis da nova era: uma psyche artificial, criada a partir do próprio homem, que cria seu juízo, sua justiça e sua fé. A graça não é então luz que vêm do alto, mas o reflexo pagão de uma cultura secular cuja pretensão é o estabelecimento de uma religião materialista.

sábado, 20 de junho de 2009

Novidade na web: Museu Global do Comunismo






Novidade na web: Museu Global do Comunismo


O Museu Global do Comunismo, uma iniciativa da Victims of Communism Memorial Foundation, foi inaugurado nesta terça-feira (16), em Washington, DC.
Enquanto o Brasil vai se rendendo dia após dia aos valores da ideologia coletivista mais assassina de todos os tempos, no exterior ainda surgem belos trabalhos de resgate histórico como esse, que mostram as conseqüências macabras da aplicação das idéias de Marx e Lênin, defendidas pela esmagadora maioria dos tais intelectuais tapuias.Conheça um pouco mais do "outro mundo possível" de que tanto falam os petistas, os baderneiros mimados de nossas universidades, e as "pessoas maravilhosas" do nosso establishment cultural.
http://http://www.midiasemmascara.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7549:museu-global-do-comunismo&catid=2:editorial&Itemid=12